Memória e trauma

  • Jurandir Freire Costa Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Palavras-chave: Memória, Trauma, Defesa egoica, Pulsão sexual, Reflexividade libidinal, Ordem vital, Pulsão de conservação, Desamparo

Resumo

O texto trata da relação entre memória, trauma e defesas egoicas. A tese sustentada é a de que o episódio traumático se caracteriza pela ameaça à ordem vital, isto é, às pulsões do ego ou pulsões de conservação. Desse aspecto, difere das frustrações impostas à ordem sexual. Na ameaça à ordem vital, a memória é requisitada como compulsão à repetição e a defesa egoica consiste, sobretudo, na imobilização do agente traumático. Na frustração libidinal, em contrapartida, a memória emerge na forma de evocação ou repetição e o ego lida com o desprazer substituindo o objeto de satisfação perdido ou fazendo refluir a descarga libidinal inibida para a organização narcísica. As vinhetas apresentadas a título de ilustrações da teoria mostram como a defesa egoica contra o trauma resulta em diversos sintomas clínicos e culturais.

Biografia do Autor

Jurandir Freire Costa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Psiquiatra, psicanalista. Membro Efetivo do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro-CPRJ.
Professor titular do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro-IMS/UERJ.

Publicado
04-12-2019
Como Citar
COSTA, J. Memória e trauma. Cadernos de Psicanálise (CPRJ), v. 41, n. 41, p. 103-123, 4 dez. 2019.
Seção
Artigos Temáticos