O papel do símbolo na psicossomática psicanalítica

  • Leonardo Tadeu Silva Souza Lima Universidade Paulista, São Paulo, SP, Brasil.
Palavras-chave: Simbolismo, Psicossomática, Sujeito

Resumo

Num artigo anterior, discuti as origens da psicossomática relacionada à medicina na Grécia antiga. Identifquei que o resgate freudiano do símbolo e seu acesso pela interpretação, que estava presente em Hipócrates, foi levado às doenças orgânicas por Groddeck. Porém, o esquecimento das teses de Groddeck e a fundação da psicossomática por Alexander tiraram a importância do símbolo da ciência psicossomática. A presente pesquisa teve por objetivo investigar se os desdobramentos da psicanálise pós-freudiana permitem encontrar um papel para o símbolo na psicossomática. Para isso foi empregada uma investigação dos textos e do contexto de Pierre Marty e seus adeptos, Donald W. Winnicott, Lacan e Joyce MacDougall. Compreendeu-se que, embora os conceitos de pensamento operatório de Marty, Alexitimia de Sifneos, falso self de Winnicott e holofrase e afânise de Lacan apontem para uma ausência simbólica nos pacientes psicossomáticos, alguns indícios dos conceitos de Winnicott e Lacan e, especialmente, as teses de Joyce McDougall apontam para registros pré-linguísticos que permitem uma compreensão do conteúdo das afecções psicossomáticas.

Biografia do Autor

Leonardo Tadeu Silva Souza Lima, Universidade Paulista, São Paulo, SP, Brasil.

Psicólogo/Universidade Paulista (Unip).

Publicado
28-11-2018
Como Citar
LIMA, L. O papel do símbolo na psicossomática psicanalítica. Cadernos de Psicanálise (CPRJ), v. 40, n. 39 jul/dez, p. 165-189, 28 nov. 2018.