A clínica que realmente fazemos, o tempo em que vivemos e a experiência de análise

o caso Ulysses

  • Renata Lisbôa Machado Instituto Wilfred Bion, Porto Alegre, RS
  • Audrey Fernanda Blackwell Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS
  • Adriana Vignoli Instituto Wilfred Bion, Porto Alegre, RS
  • Carmem Lucia Silva Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS
  • Franciela Bonacina Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS, Porto Alegre, RS
  • Rafael Braz Instituto Wilfred Bion, Porto Alegre, RS
Palavras-chave: Clínica, Experiência de análise, Esquizoidia, Tempo, Ulysses

Resumo

Este trabalho propõe pensar a clínica contemporânea que se atualiza com os aspectos encenados na transferência e que interroga a clínica que realmente fazemos tomando como objeto de estudo o recorte de acompanhamento a um jovem em situação de análise com base no método psicanalítico. As indagações do trabalho gravitam em torno das possibilidades de criar novos caminhos de escuta. Inspirados no pensamento de Winnicott e com o objetivo de explicitar a relação entre o tempo em que vivemos e de que modo ele se reflete na clínica que realmente praticamos, elegemos deslindar percepções de um caso clínico a fim de interrogar de que modo a esquizoidia, pela riqueza que representa, pode retratar um fenômeno tanto clínico quanto da cultura.

Biografia do Autor

Renata Lisbôa Machado, Instituto Wilfred Bion, Porto Alegre, RS

Psicanalista. Especialista em Psicologia em Cardiologia pelo Instituto de Cardiologia - Fundação Universitária de Cardiologia (IC-FUC). Formação em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica pelo Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre (ITIPOA). Mestre em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pós-doutoranda do PPG em Psicanálise Clínica e Cultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro associado, supervisora e coordenadora de seminários da Formação em Clínica Psicanalítica do Instituto Wilfred Bion. Cooordenadora do Grupo de Estudos de Winnicott “A clínica, o pensamento e a técnica” do Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS, Brasil.

Audrey Fernanda Blackwell, Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS

Psicóloga – Universidade La Salle. Aluna do Curso de Formação em Clínica Psicanalítica do Instituto Wilfred Bion, Porto Alegre, RS. Integrante do Grupo de Estudos de Winnicott “A clínica, o pensamento e a técnica”  - Instituto Wilfred Bion – POA/RS.

Adriana Vignoli, Instituto Wilfred Bion, Porto Alegre, RS

Psicóloga pela Universidade La Salle. Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS, Brasil.

Carmem Lucia Silva, Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS

Psicóloga pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). Psicóloga da Rede de Saúde Mental da Prefeitura de Cachoeirinha, RS. Formação em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica pelo Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre (ITIPOA). Curso de Especialização “Intervenção na Relação Pais-bebê” pelo Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre (ITIPOA). Coordenadora de Seminários e Supervisora do Estágio de Psicopatologia do Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre (ITIPOA), Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS, Brasil.

Franciela Bonacina, Universidade do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS, Porto Alegre, RS

Psicóloga pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Formação em Clínica Psicanalítica e em Fundamentos da Teoria Psicanalítica pelo Instituto Wilfred Bion. Coordenadora do EEIB do Instituto Wilfred Bion. Porto Alegre, RS, Brasil.

Rafael Braz, Instituto Wilfred Bion, Porto Alegre, RS

Psicólogo – Universidade La Salle. Aluno do Curso de Formação em Clínica Psicanalítica do IW Bion – POA/RS. Pós-graduando do Curso de Especialização em Neurociência do Desenvolvimento Humano da Universidade La Salle. Integrante do Grupo de Estudos de Winnicott “A clínica, o pensamento e a técnica”  - IWBion – POA/RS.

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Publicado
05-08-2020
Como Citar
MACHADO, R.; BLACKWELL, A.; VIGNOLI, A.; SILVA, C. L.; BONACINA, F.; BRAZ, R. A clínica que realmente fazemos, o tempo em que vivemos e a experiência de análise. Cadernos de Psicanálise (CPRJ), v. 42, n. 42, p. 93-116, 5 ago. 2020.