A subjetividade na era digital: a psicanálise à escuta de seu tempo

A revolução tecnodigital em curso vem afetando a cultura como um todo, bem como a subjetivação e a clínica contemporânea. O psicanalista deve estar a escuta de seu tempo, conforme sustenta Jacques Lacan, o que implica estarmos atentos aos sofrimentos psíquicos de nosso tempo sócio-histórico e de nossa cultura hiperconectada. Iremos explorar as práticas e discursos que ensejam a formação de determinados sintomas e angústias características das transformações de um cotidiano digital contextualizando uma sociedade atravessada pela dataficação e plataformização do cotidiano; pela afetação da hibridização do sujeito com os objetos técnicos e pelas implicações dos algoritmos e da inteligência artificial no desejo, na angústia e na fantasia.

