Cursos e Seminários: Horários e Detalhamento – SEGUNDO SEMESTRE 2026
Segunda-feira | Terça-feira | Quarta-feira | Quinta-feira | Sexta-feira
Segunda-Feira
André Green: rigor teórico e sensibilidade clínica
Coordenação: Claudia Garcia, Bernardo Arbex e Denise Reznik
Horário: 10:00/11:30 (presencial)
Início: 03/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: 30
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados (Inclusive Núcleo Básico de Formação)
Sinopse: A Green tem sido considerado como um dos psicanalistas que mais pesquisaram e escreveram sobre a clínica psicanalítica contemporânea principalmente no que concerne aos casos limite que passou a denominar de estruturas não neuróticas. A constatação, ainda na década de 70, do que entendeu como uma crise no âmbito da clínica psicanalítica desencadeada, principalmente, pela dificuldade em responder aos desafios colocados por novos perfis clínicos, levou Green a se debruçar sobre o que convencionou denominar de clínica de pacientes no limite da analisabilidade. Uma produção intensa tendo a especificidade do funcionamento psíquico limítrofe como questão central, foi ao longo dos anos se consolidando no que denominou de Modelo Clínico Contemporâneo que tem na expansividade dos conceitos clínicos uma de suas características mais relevantes. A expansão dos limites da analisabilidade, garantindo a inclusão das estruturas não neuróticas no campo analítico, a amplificação do conceito de contratransferência que passa a incluir o funcionamento psíquico do analista, a problematização do conceito de enquadre analítico que passa a ser entendido como ancorado no enquadre interno do analista e a amplificação do campo clínico com a legitimação das psicoterapias realizadas por psicanalista representam tentativas de responder aos desafios trazidos pela clínica contemporânea das estruturas não-neuróticas, questões que serão abordadas ao longo da disciplina constituída por quatro módulos temáticos:1- O conceito de narcisismo A Green; 2- Sobre a constituição psíquica; 3- Modelo clínico greeniano I; 4- Modelo clínico greeniano II.
Seminário de Curta Duração: Introdução ao pensamento de Bion
Coordenação: Beatriz Chacur Mano e Carolina Paixão
Horário: 14:00/15:30 (presencial)
Início: 17/08/2026 (semanal)
Duração: 8 encontros (17, 24, 31/08; 14, 21, 28/09; 05 e 19/10)
Vagas: 20
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Sinopse: A potência clínica do pensamento de Bion tem-lhe concedido o lugar de ser um dos pilares da clínica psicanalítica contemporânea. Autores do cenário psicanalítico internacional, como, por exemplo, Antonino Ferro, Didier Anzieu, Francis Tustin, Giuseppe Civitarese, Thomas Ogden, e, em solo brasileiro, Luís Claudio Figueiredo, entre outros, têm revelado que não podemos mais pensar a psicanálise sem considerarmos o pensamento de Bion. Nesse contexto, o curso propõe uma leitura introdutória das principais ideias de Bion, em termos teóricos e clínicos. Partiremos de sua herança freudo-kleinana para pensar os desenvolvimentos autorais de seu pensamento. O curso terá como eixo o desenvolvimento e desdobramentos da “Teoria sobre o Pensar”, importante pilar e ponto de virada do pensamento de Bion. Abordaremos temas como o da ampliação da noção de identificação projetiva por ele efetuada, a relação continente/contido, a potência clínica do conceito de rêverie, a reformulação da noção de saúde mental pela proposição de um funcionamento mental híbrido com partes psicóticas e não-psicóticas da personalidade.
Seu legado para a psicanálise contemporânea será pensado com os desdobramentos teórico-clínicos de autores como Ogden, Ferro e Civitarese.
Lacan Seminário 15: O ato psicanalítico
Coordenação: Rosa Jeni Matz
Horário: 19:30/21:00 (on-line)
Reinício: 03/08/2026 (quinzenal)
Duração: 1 ano
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Sinopse: Leitura e comentários do Seminário de Lacan “O ato psicanalítico”, que aconteceu nos anos de 1967-1968 em um momento político de mudanças na França, como a greve de estudantes e trabalhadores em maio de 1968. Segundo Lacan o ato é fundador do sujeito e tem relação com a fala e o corte. O fundamental do ato é que as consequências são desconhecidas, trazendo o elemento surpresa, sendo o sujeito transformado. O ato não é uma ação. Tem relação com a poesia, tão investida por Lacan no desenrolar de sua obra. O ato é significante, é um significante que se repete, mas que através do ato, com sua estrutura de corte, realiza uma passagem para o novo. O ato engendra o sujeito, efeito do significante, e cria o objeto.
Oficina de escrita psicanalítica: escuta e voz na construção do texto
Coordenação: Carla Meneghini
Horário: 20:00/21:30 (on-line)
Início: 17/08/2026 (quinzenall)
Duração: 2° semestre
Vagas: 15
Disciplina aberta a: público externo, exclusivamente.
Sinopse: “A arte da escrita psicanalítica reside em conseguir sustentar um diálogo vital entre a experiência analítica vivida e a vida da história escrita”, diz Thomas Ogden. Desde Freud, laureado com o Prêmio Goethe por sua originalidade literária, a psicanálise faz da escrita um suporte fundamental de trabalho e transmissão. Na construção do texto, o analista elabora a experiência clínica como pensamento vivo, articula teoria com criatividade e dialoga com o coletivo. Porém, para muitos de nós, a escrita continua sendo um processo árduo e sofrido, ainda mais quando solitária. Esta oficina de escrita foi criada como espaço para pensar o texto psicanalítico como gênero literário, onde vamos discutir processos, exercitar métodos e promover um ambiente seguro de trocas e inquietações no campo da escrita.
Terça-Feira
Oficina Clínica
Coordenação: Maria Regina Maciel
Horário: 09:00/10:30 (presencial)
Início: 04/08/2026 (semanal)
Duração: Indeterminada
Vagas: 8
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados e Participantes
Requisito: Entrevista com a coordenadora
Sinopse: A Oficina é um espaço de troca de nossas experiências clínicas. Uma vez por semana, um membro do grupo irá apresentar um caso clínico. Nestes encontros, buscaremos ampliar o entendimento e possibilidades de manejo.
Seminário teórico-clínico quando o corpo fala: psicanálise dos transtornos alimentares
Coordenação: Dirce de Sá
Horário: 10:00/11:30 (on-line)
Reinício: 11/08/2026 (mensal, segundas terças-feiras do mês)
Duração: Indeterminada
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes.
Sinopse: A atividade “Quando o Corpo Fala: Psicanálise dos Transtornos Alimentares” oferece uma abordagem clínica aprofundada sobre os transtornos alimentares, explorando suas raízes psíquicas a partir da perspectiva psicanalítica. O curso será focado na compreensão dos aspectos inconscientes que influenciam os comportamentos alimentares disfuncionais, como a obesidade, anorexia, bulimia, compulsão alimentar e suas múltiplas derivações. Serão discutidos os mecanismos psíquicos subjacentes, como a relação com a imagem corporal, a construção de identidade e os conflitos emocionais que se manifestam por meio do corpo e da alimentação. Com base em casos clínicos e teoria psicanalítica, a atividade busca proporcionar aos participantes ferramentas para a prática clínica, considerando estratégias terapêuticas específicas para o tratamento desses transtornos, sempre com uma abordagem integrativa e cuidadosa. O curso é direcionado aos membros efetivos, associados em formação e alunos que desejam ampliar sua compreensão sobre a complexidade desses transtornos e aprimorar suas intervenções terapêuticas.
Oficina de escrita psicanalítica: escuta e voz na construção do texto
Coordenação: Carla Meneghini
Horário: 10:00/11:30 (presencial)
Início: 18/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: 15
Disciplina aberta a: Todas as categorias, exceto o público externo
Sinopse: “A arte da escrita psicanalítica reside em conseguir sustentar um diálogo vital entre a experiência analítica vivida e a vida da história escrita”, diz Thomas Ogden. Desde Freud, laureado com o Prêmio Goethe por sua originalidade literária, a psicanálise faz da escrita um suporte fundamental de trabalho e transmissão. Na construção do texto, o analista elabora a experiência clínica como pensamento vivo, articula teoria com criatividade e dialoga com o coletivo. Porém, para muitos de nós, a escrita continua sendo um processo árduo e sofrido, ainda mais quando solitária. Esta oficina de escrita foi criada como espaço para pensar o texto psicanalítico como gênero literário, onde vamos discutir processos, exercitar métodos e promover um ambiente seguro de trocas e inquietações no campo da escrita.
Christopher Bollas, um psicanalista contemporâneo
Coordenação: Amnéris Maroni
Horário: 12:00/13:30 (on-line)
Início: 04/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Todas as categorias incluindo o público externo
Sinopse: Bollas, um psicanalista contemporâneo, escuta as questões atuais de diversas maneiras, sua teoria e sua clínica nos permitem perceber isso. Partindo de Freud – de suas hesitações, de seus desvios, de suas reviravoltas – Bollas é um autor plural, valoriza as diversas escolas de psicanálise, mas também a literatura, a arte, a sociologia, a filosofia, a poesia. Incluído no paradigma das relações de objeto, Bollas construiu uma notável teoria do sujeito! Nela, a mente é expandida e povoada, capaz de fazer brotar novas percepções da realidade e parir objetos culturais novos, teóricos e artísticos. Essa teoria do sujeito só pode ser concebida a partir da construção e do uso de conceitos ressignificados, tais como: inconsciente recebido, matrizes coletoras, pontos nodais, as genera, e novas formas de percepções. A partir dessa elaboração da mente chegamos ao perspectivismo e ao pluralismo teórico de Christopher Bollas.
Seminário de Curta Duração: Dora: a teoria da jovem garota
Coordenação: Adriana Frant
Horário: 19:30/21:00 (on-line)
Início: 11/08/2026 (semanal)
Duração: 6 encontros (11, 18, 25/08 e 01, 08, 15/09)
Vagas: 20
Disciplina aberta a: Todas as categorias incluindo o público externo
Sinopse: Nesse curso vamos nos voltar a um dos mais emblemáticos casos clínicos de Freud, o caso Dora, a jovem garota que após 11 semanas de tratamento encerra sua análise deixando Freud um tanto perplexo, e cujo caso acaba promovendo ao longo dos anos uma série de releituras que colocam Dora no centro dos debates feministas. A figura da jovem garota encontra-se no centro de uma disputa teórica contemporânea. Seria ela o produto de uma subjetividade inteiramente capturada pela lógica do capitalismo neoliberal, marcada pelo consumo e pela despolitização, como argumentou o coletivo Tiqqun? Ou representaria, ao contrário, uma força capaz de impulsionar novas formas de contestação e transformação política, como propõe Paul B. Preciado? Tendo como nosso material de base o texto de Freud “Fragmentos da análise de um caso de histeria” (1905), vamos colocá-lo em diálogo com abordagens feministas, perspectivas históricas, sociais e psicanalíticas que buscam problematizar o diagnóstico de histeria, a partir do qual o próprio conceito de “mulher” vem sendo construído. Para isso, vamos dar voz à Dora, espremer suas palavras, repetir seus enunciados e ouvir mais uma vez o que ela há mais de 100 anos vem nos dizendo. Além disso, vamos nos juntar ao coro de outras vozes que também continuam soando e construindo com Dora o pensamento insurgente de uma nova revolução.
Configurações subjetivas na contemporaneidade: do corpo estranho ao “estranho”
Coordenação: Marta Rezende Cardoso
Horário: 19:30/21:00 (on-line)
Início: 15/09/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Todas as categorias incluindo o público externo
Sinopse: Temos nos deparado com o incremento de vividos subjetivos ancorados em uma base traumática. O eu, confrontado com a irrupção do “estranho, faz apelo à compulsão à repetição e a defesas arcaicas. São modalidades de sofrimento narcísico intenso, tais como funcionamentos neuróticos graves, estados limites, perversões narcísicas, quadros melancólicos e maníacos. Observamos também funcionamentos psíquicos limites e extremos no âmbito do coletivo, tais como vividos de exclusão social, sentimento de “não lugar”, atuações grupais violentas, presentes hoje de maneira significativa. Neste seminário pretendemos avançar na discussão dessas questões à luz da psicopatologia psicanalítica, em seu sentido estrito e no da psicopatologia da vida cotidiana, no caso, da vida contemporânea.
Quarta-Feira
Fobias
Coordenação: Ricardo Salztrager
Horário: 09:00/10:30 (presencial)
Início: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: 25
Disciplina aberta a: Núcleo Básico de Formação (Prioridade de inscrição para a turma de 2022, até 24/07), Membros Efetivos e Participantes
Sinopse: O curso pretende analisar as concepções psicanalíticas sobre as fobias. Iniciamos com o caso clínico do Pequeno Hans, demonstrando como os sintomas fóbicos eram pensados no contexto da primeira teoria da angústia freudiana. Em seguida, passamos a uma leitura de “Inibição, sintomas e angústia” para discutir como a fobia foi redimensionada dentro do quadro da segunda teoria da angústia. Por fim, nos voltamos para os dias de hoje, examinando como os quadros de pânico se fazem presentes na clínica contemporânea.
Freud e a Cultura: leitura comentada dos textos freudianos
Coordenação: Marcos Comaru
Horário: 09:00/10:30 (presencial)
Início: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: 20
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes.
Sinopse: Nesse módulo acompanharemos as formulações freudianas acerca da articulação indissociável entre sujeito e cultura, ressaltando as reelaborações clínico conceituais efetuadas entre o artigo de 1908 “Moral sexual civilizada e doença nervosa moderna” e o texto de 1929 “mal-estar na cultura”.
Ferenczi
Coordenação: Jô Gondar
Horário: 09:00/10:30 (presencial)
Início: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: 40
Disciplina aberta a: Núcleo Básico de Formação (Prioridade de inscrição para a turma de 2024, até 24/07) e Membros Efetivos
Sinopse: Por sua experiência com “pacientes difíceis”, sua dedicação à clínica e seu questionamento do dispositivo psicanalítico clássico, Ferenczi é considerado um analista atual –ainda que não nos seja contemporâneo. Elaborou novos conceitos, forjou mudanças na técnica psicanalítica e, principalmente, colocou os fundamentos de uma outra sensibilidade clínica. O curso pretende apresentar e discutir a trama conceitual e as inovações técnicas propostas por Ferenczi privilegiando, como fonte de inquietação, os problemas com os quais nos confrontamos na clínica hoje. Outras posições na psicanálise – como a do próprio Freud, a de Winnicott e a de Lacan – serão cotejadas com o intuito de esclarecer e diferenciar a proposta ferencziana. As aulas tomarão como base os principais textos do autor, apresentados em sua obra completa.
Oficina Clínica
Coordenação: Margarida Guilhon
Horário: 10:30/12:00 (presencial)
Reinício: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 1 ano
Vagas: 5
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com a coordenadora
Sinopse: A Oficina Clínica se propõe a escutar em grupo cada caso apresentado para ajudar o analista nas suas dificuldades no que vai expor.
Fobias
Coordenação: Ricardo Salztrager
Horário: 10:40/12:10 (presencial)
Início: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: 40
Disciplina aberta a: Núcleo Básico de Formação (Prioridade de inscrição para a turma de 2024, até 24/07), Membros Efetivos e Participantes
Sinopse: O curso pretende analisar as concepções psicanalíticas sobre as fobias. Iniciamos com o caso clínico do Pequeno Hans, demonstrando como os sintomas fóbicos eram pensados no contexto da primeira teoria da angústia freudiana. Em seguida, passamos a uma leitura de “Inibição, sintomas e angústia” para discutir como a fobia foi redimensionada dentro do quadro da segunda teoria da angústia. Por fim, nos voltamos para os dias de hoje, examinando como os quadros de pânico se fazem presentes na clínica contemporânea.
Tópicos Especiais em Clínica: Narcisismo e sofrimentos narcísicos
Coordenação: Patricia Saceanu
Horário: 10:40/12:10 (presencial)
Início: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Vagas: 24
Disciplina aberta a: Núcleo Básico de Formação (Prioridade de inscrição para a turma de 2022, até 24/07) e Membros Efetivos.
Sinopse: Partindo de um histórico do conceito de narcisismo em Freud, passaremos por textos importantes para a construção de suas bases, até o fundamental “Introdução ao narcisismo” (1914), onde nos deteremos especialmente em temas como autoerotismo, instâncias ideais, dualismo pulsional, libido, escolha de objeto. Neste percurso veremos também passagens de alguns textos posteriores onde o tema ganhou novos e importantes contornos. Nesse trajeto, vamos discutir as múltiplas abordagens do tema em Freud – o narcisismo como conceito, como texto de abertura para a segunda tópica, como “estágio” constitutivo – para além de uma concepção desenvolvimentista – como patologia ou sofrimento, como condição humana. Algumas questões ganharão relevo em nossa discussão, por provocarem reflexões que perpassam os registros individual e coletivo, permitindo uma abertura para temas incontornáveis na contemporaneidade, como o papel central da alteridade na constituição do sujeito, as identidades, a agressividade e o estranho (ou Infamiliar, Unheimlich) como contrafaces do narcisismo. Por fim, teremos bases para uma discussão acerca dos quadros de sofrimentos narcísicos cada vez mais presentes na clínica e as modificações necessárias em seu manejo, a partir das contribuições de alguns autores contemporâneos.
Psicanálise e Cultura
Coordenação: Carmen Da Poian
Horário: 12:00/13:30 (presencial)
Reinício: 12/08/2026 (mensal)
Duração: Indeterminada
Vagas: 3
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Requisito: Conhecimento da teoria psicanalítica e experiência clínica, leitura prévia dos textos indicados. Entrevista com a coordenadora.
Sinopse: Nossos encontros de debate e reflexão sobre o inconsciente social da psicanálise tem como centro a questão do sofrimento psíquico e, portanto, a questão do inconsciente específico da psicanálise que tem como eixo tanto o fator genético, quanto as histórias particulares, quanto as marcas de cultura e da sociedade aí presentes sendo esta a vertente que nos interessa em nosso estudo.
Oficina Clínica
Coordenação: Claudia Pereira e Patrícia Saceanu
Horário: 13:00/14:30 (presencial)
Reinício: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 1 ano
Vagas: Sem vagas
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com as coordenadoras
Sinopse: A partir da apresentação de casos da clínica de cada um dos participantes do grupo a oficina terá como objetivo a reflexão, a troca de experiências e de possibilidades de manejo que fomentem e ampliem nossa sensibilidade teórico-clínica. A oficina clínica é parte integrante da formação permanente contemplando tanto membros associados em formação quanto membros efetivos.
Oficina Clínica
Coordenação: Regina Orth de Aragão
Horário: 13:00/14:30 (on-line)
Reinício: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 1 ano
Vagas: 4
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com a coordenadora
Sinopse: Os trabalhos da oficina se desenvolvem em torno das questões clínicas trazidas pelos participantes, matéria prima do nosso fazer e pensar psicanalítico. A oficina favorece as trocas entre os colegas em torno do pensamento clínico, trocas que contribuem de modo marcante para a formação contínua no nosso ofício.
Oficina Clínica
Coordenação: Lia de Chermont Próchnik
Horário: 13:30/15:00 (presencial)
Reinício: 05/08/2026 (semanal)
Duração: Indeterminada
Vagas: 3
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com a coordenadora
Sinopse: Nossa Oficina propõe a reflexão sobre casos clínicos sempre cotejando a prática com os princípios teóricos psicanalíticos que nos norteiam.
Seminário de Curta Duração: O masculino na teoria freudiana: genealogia, crítica e ressonâncias no contemporâneo
Coordenação: João Pedro Peçanha
Horário: 19:00/20:30 (on-line)
Início: 05/08/2026 (semanal)
Duração: 7 encontros (05, 12, 19, 26/08 e 02, 09, 16/09)
Vagas: 25
Disciplina aberta a: Todas as categorias incluindo o público externo
Sinopse: O curso visa gerar uma compreensão das bases discursivas sobre o masculino que antecederam a teoria freudiana e, partindo disso, busca-se localizar e expor o que se subentende como “masculino” no percurso teórico-clínico de Freud e empreender críticas ao modelo de masculino subjacente em sua obra. A partir disso, a intenção do curso é realizar uma abertura da teoria psicanalítica acerca do masculino, deslocando sua preocupação histórica com a feminilidade – cenário que expõe o saber psicanalítico a serviço da hegemonia de sexo/gênero patriarcal e falogocêntrica. Por esta via, entende-se que Freud e muitos do que o seguiram e se seguiram a ele pouco tinham a dizer ou não quiseram dizer a respeito do masculino, pois este estaria dado de maneira inconteste devido à sua condição de universalidade. Tendo em vista essa base epistêmica e teórico-clínica calcadas no masculino universal, no binômio passivo-ativo enquanto formadores de gênero e no complexo de Édipo como um normatizador no decurso da história psicanalítica, faz-se necessário e urgente o diálogo com outras formas e matrizes de pensamento que possam romper com a repetição do mesmo e abrir alas à desconstrução do masculino a partir de sua escuta. Buscaremos em autores pós-freudianos, que fizeram falar o masculino da obra de Freud, fontes de inflexão de gênero utilizando as próprias categorias metapsicológicas e clínicas freudianas a fim de produzir novos destinos ao masculino em psicanálise. Nesse sentido, a proposta busca enfatizar a contaminação da escuta e da escrita psicanalíticas – não apenas freudiana –, que por vezes foram auxiliares às formas de dominação e opressão de gênero. À respeito das masculinidades (pensando-as, agora, precisamente no plural), as críticas e suplementações propostas e possibilitadas pelos estudos feministas, de gênero e pelo acolhimento das interseccionalidades no contemporâneo se fazem operadoras epistêmicas de suma importância para que seja feito um giro nas formas hegemônicas de saber-poder sobre as masculinidades.
Seminário de Curta Duração: Os conceitos winnicottianos aplicados na prática
Coordenação: Paulo Dickstein
Horário: 20:00/21:30 (on-line)
Início: 23/09/2026 (semanal)
Duração: 6 encontros (23, 30/09 e 07, 14, 21 e 28/10)
Vagas: 8
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados e Participantes
Sinopse: Freud usou o Complexo de Édipo como núcleo central da neurose. A abordagem terapêutica freudiana foi, portanto, centrada na resolução do Complexo de Édipo. Os autores da relação de objeto vão argumentar que há muita coisa que se passa até o início da fase edipiana. Winnicott, um desses autores, constrói uma teoria do amadurecimento que vai do 0 aos 2 anos. Embora os seus conceitos sejam amplamente discutidos durante a formação dos candidatos, há pouca discussão sobre a aplicação desses conceitos na análise de adolescentes/adultos. O objetivo é discutir casos trazidos pelos participantes e pensar como os conceitos winnicottianos podem ser aplicados nesses casos. Não haverá leituras ou discussões de texto, entretanto uma breve exposição da teoria será realizada em três seminários para que todos relembrem os principais conceitos. Nos três seminários seguintes faremos um exercício de utilização desses conceitos nos casos trazidos para discussão.
Quinta-Feira
Grupo de Pesquisa: Psicanálise, arte e política
Coordenação: Flora Tucci
Horário: 10:30/12:00 (presencial)
Reinício: 13/08/2026 (quinzenall)
Duração: Indeterminada
Vagas: Sem vagas
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados e Participantes
Requisito: Entrevista com a coordenadora
Sinopse: A pesquisa envolve a clínica em sua dimensão estética e política. Para isso, serão privilegiados os efeitos subjetivos e estéticos das relações sociais de poder, assim como as principais questões contemporâneas que incidem na produção de subjetividade em nossa cultura e em nossa clínica. O modo como essas questões são abordadas por outras culturas, outras disciplinas e outros discursos será também valorizado na busca por uma psicanálise menos pura e uma escuta mais alargada. A discussão dos problemas será feita através da leitura de textos e da apresentação de casos clínicos.
Os estruturalismos com psicanálise
Coordenação: William Batista
Horário: 11:00/12:30 (on-line)
Reinício: 06/08/2026 (quinzenal)
Duração: Indeterminada
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Sinopse: O curso se propõe a estudar o alcance das articulações filosóficas possíveis, potenciais mediações e apoios mútuos entre os estruturalismos como método de reflexão, indagação e investigação; e a psicanálise como teoria do psiquismo humano. O encontro acontece na cena acelerada da cultura contemporânea com os abalos provocados pelas rupturas súbitas em todos os níveis da cultura, capturada pelo funcionamento automático da máquina instantânea planetária e pela emergência contínua de formas de subjetivação inesperadas, colisões de paradigmas de pensamento, corrosões, esgotamentos, fraturas abruptas. Os temas da contemporaneidade flutuam já na predisposição ao estranhamento, ao confronto e às crises. Justificativa – A partir do final do século XIX e já no início do século XX e com o reforço das pesquisas na área das ciências humanas, a matéria da linguagem inspira cada vez mais a aproximação entre filosofia e psicanálise e favorece vínculos entre os diferentes discursos. Pela via da amplitude categoria de “linguagem”, os campos teóricos se comunicam e participam de referências e ressonâncias interdisciplinares que resultam das intersecções entre as disciplinas. É pela mediação dessa proximidade que campos teóricos autônomos das ciências humanas serão convocados a sustentar o diálogo consistente apesar da distância entre pressupostos e discursos. E manter o confronto apesar das contradições entre os postulados. Uma advertência – Não se trata de tentar remover a filosofia ou a psicanálise dos seus lugares e tarefas, nem de questionar as contradições das suas definições, conceitos e categorias sobre as quais se fundam, mas de fazer a experiência do confronto entre as suas intuições e fundamentos teóricos e práticos. Não há lugar nem para adequação nem para negação. Em nenhum momento se supõe que a priori a teoria ou a prática psicanalítica se impliquem de alguma forma com o método estrutural ou que em algum sentido os estruturalismos se considerem adequados ou não à psicanálise. Os discursos filosófico e psicanalítico nunca se adequam, mesmo porque o discurso filosófico não tem a atribuição de evocar o inconsciente. Embora dispostos à correlação com o discurso filosófico, categorias como inconsciente, pulsão e recalque não podem ser determinados como objeto de saber filosófico. Assim, na esfera da consciência, mesmo que a filosofia lhe atribua algum significado, o inconsciente persiste como objeto recalcado. Apresentação – “Estruturalismo” pode ser definido como filosofia e como método. Como filosofia, envolve pensadores muito diferentes entre si e seus diferentes objetos e abordagens em diferentes campos de reflexão e de pesquisa. Como método, o estruturalismo estuda e interpreta em termos de estrutura e de sistema um problema específico em um campo específico de conhecimento. Os conceitos de estrutura e sistema incluem ideias de linguagem, discurso, relação, lugar, função e interdependência entre os elementos que compõem a totalidade e a constituem como sistema. Esses elementos só funcionam no interior de um modelo. No âmbito da filosofia contemporânea a órbita do estruturalismo se expande como pós-estruturalismo e neo-estruturalismo embora os pressupostos metodológicos se mantenham integrados. A origem linguística das mais diversas análises estruturais favorece a presença de categorias como linguagem, língua, fala, signo, símbolo, sentido, significado, significante. No âmbito crítico do universo problemático das ciências humanas o sujeito, o valor, o sentido, a sexualidade, o desejo se confrontam permanentemente como questão aberta. O horizonte da filosofia contemporânea – da fenomenologia (Heidegger, Sartre, Wittgenstein) ao estruturalismo (Derrida, Deleuze, Foucault) até os pensadores da Escola de Frankfurt, inspirados pela genealogia de Nietzsche, acolhe um combate velado ou aberto contra a sedimentação do conceito e enrijecimento da linguagem.
Oficina Clínica: Os Impasses na Clínica Contemporânea
Coordenação: Ana Maria Furtado
Horário: 13:00/14:30 (on-line)
Reinício: 06/08/2026 (semanal)
Duração: Indeterminada
Vagas: 03, para pessoas com pelo menos 3 anos de prática clínica e experiência em análise pessoal.
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com a coordenadora
Sinopse: Essa Oficina Clínica foi a primeira a ser instituída no CPRJ e tem funcionado ininterruptamente desde então (cf. artigo nos Cadernos de 50 anos do CPRJ). Durante alguns anos se desdobrou em duas, devido à grande demanda de membros em formação. Inicialmente era uma atividade presencial. Desde a pandemia tornou-se uma atividade on-line. Nosso objetivo sempre foi refletir sobre os desafios apresentados em nosso trabalho clínico. Esses são multifacetados e impactados pela cultura e pelo momento histórico em que estamos mergulhados. Nossa dinâmica é a apresentação e problematização do que emerge em nossa prática cotidiana. A discussão é enriquecida com a leitura de textos indicados pela Coordenação, outras vezes sugeridos por um dos Colegas do grupo.
Seminário de Curta Duração: A subjetividade na era digital: a psicanálise à escuta de seu tempo
Coordenação: Vanuza Monteiro Campos Postigo
Horário: 13:00/14:30 (presencial)
Início: 10/09/2026 (semanal)
Duração: 8 encontros (10, 17, 24/09 e 01, 08, 15, 22, 29/10)
Vagas: 40
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Sinopse: A revolução tecnodigital em curso vem afetando a cultura como um todo, bem como a subjetivação e a clínica contemporânea. O psicanalista deve estar a escuta de seu tempo, conforme sustenta Jacques Lacan, o que implica estarmos atentos aos sofrimentos psíquicos de nosso tempo sócio-histórico e de nossa cultura hiperconectada. Iremos explorar as práticas e discursos que ensejam a formação de determinados sintomas e angústias características das transformações de um cotidiano digital contextualizando uma sociedade atravessada pela dataficação e plataformização do cotidiano; pela afetação da hibridização do sujeito com os objetos técnicos e pelas implicações dos algoritmos e da inteligência artificial no desejo, na angústia e na fantasia.
Grupo de Estudos: Psicanálise e Racismo
Coordenação: Pedro Renan
Horário: 19:00/20:30 (on-line)
Reinício: 13/08/2026 (mensal)
Duração: 1 ano
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Sinopse: Estudar a formação e a manutenção do racismo pensando-os em sua incidência teórico-clínica na psicanálise, que historicamente trabalha com a definição de sujeito universal branco. A trajetória será atravessada por reflexões e inflexões acerca da branquitude e da negritude em análise, buscando pensar em suas implicações dentro do encontro analítico.
Grupo de Pesquisa: Psicanálise Ampliada e Contexto Social
Coordenação: Carla Penna
Horário: 20:00/21:30 (on-line)
Reinício: 20/08/2026 (mensal – nas terceiras quintas-feiras)
Duração: Indeterminada
Vagas: 7
Disciplina aberta a: Todas as categorias incluindo o público externo
Sinopse: Psicanálise Ampliada e Contexto Social é um núcleo de pesquisa do Círculo Psicanalítico. Promove encontros teórico-clínicos entre membros efetivos, associados em formação e participantes que trabalham ou interessam-se pelo trabalho de orientação psicanalítica realizado fora do setting analítico clássico. O núcleo aborda a complexidade do pensamento e do trabalho clínico realizado em grupos e instituições e em contextos sociais variados. Em 2026 pretendemos ampliar as conexões com a clínica social e planejamos a realização de atendimentos em grupos. Planejamos para o segundo semestre a realização de uma Jornada híbrida sobre o trabalho analítico com grupos buscando a ampliação do conhecimento teórico-clínico sobre o trabalho analítico com grupos.
Metapsicologia I
Coordenação: Luciano Dias
Horário: 09:00/10:30 (presencial)
Início: 07/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Disciplina aberta a: Núcleo Básico de Formação (exclusivo alunos 2026)
Sinopse: O curso acompanha os marcos inaugurais da metapsicologia freudiana. Neste percurso tensionaremos a relação de Freud com os discursos biomédico e neurológico, como condição para evidenciarmos a constituição da particularidade epistêmica da psicanálise. Para tanto, lançaremos ênfase na construção subversiva da categoria de inconsciente e de suas manifestações, bem como na centralidade, reivindicada por Freud, ao arcabouço teórico dos sonhos. Mapearemos, assim, as principais coordenadas que caracterizam a História do Movimento Psicanalítico, destacando os impasses que a psicanálise viveu e os argumentos freudianos para contorná-los.
Oficina Clínica
Coordenação: Paulo Sérgio Lima Silva
Horário: 09:30/11:00 (presencial)
Reinício: 07/08/2026 (semanal)
Duração: Indeterminada
Vagas: Sem vagas
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com o coordenador
Sinopse: Apresentação e discussão de casos.
Oficina Clínica
Coordenação: Maria Regina Maciel e Patricia Saceanu
Horário: 10:00/11:30 (on-line)
Reinício: 07/08/2026 (semanal)
Duração: Indeterminada
Vagas: Sem vagas
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com as coordenadoras
Sinopse: Discussão de casos clínicos dos participantes da oficina de modo horizontal e circular. A cada semana um dos participantes traz um caso, que é comentado pelo grupo com discussões de encaminhamentos clínicos e indicações teóricas pertinentes à condução do trabalho clínico.
Figuras do Trauma
Coordenação: Jurandir Freire Costa
Horário: 10:30/12:00 (on-line)
Reinício: 14/08/2026 (quinzenal, segundas e quartas sextas-feiras do mês)
Duração: Indeterminada
Vagas: 50
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes.
Sinopse: No seminário será tratada a relação entre trauma, distúrbios da percepção da realidade e constituição do sentimento e da representação do significado de “representação verdadeira” tanto na teoria quanto na clínica.
Histeria
Coordenação: Flora Tucci
Horário: 10:40/12:10 (presencial)
Início: 07/08/2026 (semanal)
Duração: 2° semestre
Disciplina aberta a: Núcleo Básico de Formação (exclusivo alunos 2026)
Sinopse: A histeria ocupa um lugar fundador na história da psicanálise. Foi a partir do esforço para compreender os sintomas histéricos e sua etiologia que Freud, em diálogo com Breuer, formulou progressivamente noções centrais como o inconsciente, a fantasia, a defesa (recalcamento), a sexualidade infantil e o conflito psíquico. Este curso propõe uma leitura comentada da clínica da histeria e da teoria que a sustenta, evidenciando como, a partir dessa clínica, se constituem os primeiros modelos explicativos do funcionamento psíquico. Serão abordados o corpo e o sintoma, o papel da fantasia e da defesa, bem como os desdobramentos dessa elaboração ao longo da obra de Freud, discutindo a atualidade da histeria para a escuta psicanalítica.
Oficina Clínica
Coordenação: Paulo Sérgio Lima Silva
Horário: 11:00/12:30 (presencial)
Reinício: 07/08/2026 (semanal)
Duração: Indeterminada
Vagas: Sem vagas
Disciplina aberta a: Membros Efetivos e Membros Associados
Requisito: Entrevista com o coordenador
Sinopse: Apresentação e discussão de casos.
Mudança psíquica e equilíbrio psíquico: trabalhos de Betty Joseph
Coordenação: Rebeca Nonato Machado
Horário: 12:00/13:30 (Híbrida simultânea)
Início: 07/08/2026 (semanal)
Término: 13/11/2026
Vagas: 10 presencial e 20 on-line
Disciplina aberta a: Todas as categorias, exceto o público externo
Sinopse: Dentre os autores representantes do grupo contemporâneo da tradição kleiniana, Betty Joseph é uma das pioneiras a desenvolver discussões sobre fenômenos clínicos, que ocorrem no aqui e agora da sessão, com pacientes considerados difíceis e maciçamente resistentes ao método de trabalho clínico psicanalítico. Em seus artigos, oferece ênfase na criação de uma abordagem técnica singular, a partir da Teoria das Relações Objetais, com pacientes que induzem o analista (por meio de identificações projetivas) a atuar certas funções mentais e a sentir determinadas experiências emocionais, a fim ser mantido o sistema defensivo. Observou que tais pacientes impediam mudanças psíquicas que perturbavam o equilíbrio psíquico, exigindo ao analista reconhecer a experiência da relação transferencial-contratransferencial para realizar interpretações. O objetivo deste curso é estudar propostas técnicas psicanalíticas de Betty Joseph, com pacientes considerados difíceis e resistentes, além de apresentar aos alunos conceitos da autora sobre processos psíquicos experimentados pelo paciente e analista, no aqui e agora da sessão. Portanto, buscaremos discutir as contribuições de Betty Joseph à teoria kleiniana sobre as dinâmicas da relação transferencial-contratransferencial, que mantêm um estado de equilíbrio, interferindo no entendimento da interpretação como um evento constituído em um processo.
Seminário Teórico-Clínico de Psicanálise com Crianças e Adolescentes e a Neurose Infantil no Adulto
Coordenação: Alba Senna
Horário: 14:30/16:00 (on-line e presencial)
Reinício: 14/08/2026 (2ª e 4ª sextas-feiras do mês)
Duração: Indeterminada
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Requisito: Análise pessoal e entrevista com a coordenadora
Sinopse: O seminário tem como objetivo estudar a teoria e a clínica da psicanálise com crianças e adolescentes e a neurose infantil no adulto. Propõe refletir sobre a questão do sujeito – a castração – que impõe aos “caminhos” do saber, seus sintomas, inibições e angústias.
Grupo de Estudos do Livro Fadas no Divã – Psicanálise nas Histórias infantis de Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso
Coordenação: Alba Senna
Horário: 14:30/16:00 (on-line e presencial)
Reinício: 21/08/2026 (3ª sexta-feira do mês)
Duração: Indeterminada
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Requisito: Entrar em contato com a coordenadora.
Sinopse: Freud em “A ocorrência, em sonhos, de material oriundo de contos de fadas (1913)”, reconhece o lugar importante do conto de fadas na vida mental das pessoas ocupando muitas vezes o lugar das lembranças de sua própria infância, transformando estes contos em lembranças. O livro de Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso, seguindo Freud, nos mostra como os contos de fadas, tão ricos em simbolismos, podem ser aproveitados no tratamento psicanalítico, pois são uma via privilegiada de acesso às fantasias inconscientes.
Seminário de Curta Duração: Transmissão psíquica entre gerações: cultura, família e vínculos
Coordenação: Fernanda Palermo
Horário: 14:30/16:00 (on-line)
Início: 11/09/2026 (quinzenal)
Duração: 6 encontros (11 e 25/09; 09 e 23/10; 06 e 27/11)
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Todas as categorias incluindo o público externo
Sinopse: A transmissão entre gerações, ao longo dos séculos, fiou o tecido cultural e as subjetividades. O que se transmite e o que se herda são tradições, afetos, histórias, memórias, signos representativos de tempos históricos que compõem a ligação entre sujeitos e gerações, produtora de um efeito espiralar – o que permanece e se transforma a cada tempo. Como veremos neste seminário, o sujeito é tributário do que o antecede, e participa de um contínuo trabalho inconsciente de transformação, elaboração e ressignificação a cada geração. O sujeito do inconsciente é o do vínculo, do grupo e da herança – um sujeito singular plural, como afirma René Kaës. A transmissão é inevitável, mas pode ser urgente interrompê-la. A transgeracionalidade opera na esfera íntima das famílias e nos vínculos sociais, o que exige trabalho psíquico singular e coletivo no devir de novas pactos e alianças inconscientes – e, na cultura, novas éticas que se desatem das heranças coloniais. Na clínica psicanalítica, veremos como essa chave de leitura, já bem difundida no trabalho com grupos, conjugalidades e famílias, pode ampliar o olhar, a escuta e o manejo dos sofrimentos psíquicos contemporâneos marcados por múltiplas temporalidades – a do traumático e a das gerações anteriores.
Grupo de Pesquisa: Conversando com Amigos da Psicanálise
Coordenação: Maria Theresa da Costa Barros
Horário: 17:30/19:00 (on-line)
Reinício: 07/08/2026 (mensal, sempre na primeira sexta-feira do mês, exceto em feriados)
Duração: Indeterminada
Vagas: Em aberto
Disciplina aberta a: Membros Efetivos, Membros Associados, Alunos e Participantes
Sinopse: Visa desenvolver o conhecimento voltado para a ampliação do diálogo e debate sobre autores contemporâneos, através do pensamento e da obra de psicanalistas em destaque no cenário da Psicanálise Brasileira. Esse Grupo surgiu a partir da necessidade de ampliar os subsídios para edição da Revista – Conversando com Amigos da Psicanálise: Homenagem a um Psicanalista de Destaque no Cenário da Psicanálise Brasileira – editada pelo Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro, sendo a editora responsável, Maria Theresa da Costa Barros. O primeiro número da Revista Conversando com Amigos da Psicanálise foi em homenagem ao psicanalista Hélio Pellegrino (agosto/2024), o segundo número em homenagem à psicanalista Neusa Santos Souza. (agosto/2025). Em 2026, publicaremos o terceiro número da Conversando com Amigos da Psicanálise em homenagem ao psicanalista Contardo Calligaris (agosto/2026).
